sábado, 30 de abril de 2011

Coisas frágeis e nossas.

Outro dia estava numa palestra incrível sobre medicalização, e aliás a paletra está transcrita aqui:

http://www.crpsp.org.br/dislexia/seminarioDislexiaTranscricoes_04.aspx

E uma amiga me mandou uma mensagem, ela dizia na mensagem que estava com saudades de amar, não de alguém, mas do sentimento em si, dela mesma...me perguntou se eu entendia.

Eu respondi que sim. Entendo. Sempre acreditei que o amor é nosso, ele muda de acordo com o objeto do amor, claro, mas pertence a nós é parte nossa, e parte importante, é forma nossa de interação, troca, vida, experiência. Forma nossa de dar e receber, compartilhar, entrega e recebimento, seja do que for possível dar e receber. Aceitação. Não que amor seja só paraíso, nosso amor tem de nós as dificuldades, o que temos de egoísmo (ou generosidade), capacidade de compartilhar ou limitação, mesquinharia ou dádiva...enfim. O amor é nosso, parte de nós.
E quando perdemos, por força maior seja qual for, o objeto do amor, o sentimento que é nosso parece que foi arrancado, e sangra, se contorce, sofre...ai um horror.
Mas cuida bem dele, que ele se regenera e pode amar outras pessoas, até outras coisas que nem são pessoas. Pode amar sonhos, idéias, lugares, bichos.

Eu tenho uma boa notícia...ainda não estou amando de novo, mas meu amor já está ficando bom, curando as feridas do último tombo. E sabe o mundo? Olha que sorte, eu estou nele! Quer dizer: Eu e minha capacidade de amar, com seus altos e baixos, limitações e grandezas, temos o mundo todo para nós.

Para quem como a minha amiga está com saudades de si e do seu amor, comece amando pouquinho. Ame uma coisa pequena, uma coisa simples, treine amando algo que não ame de volta, e olha que coisa boa, vai ser uma delícia e você vai ter a sensação fortíssima de que seu amor é seu. Você o oferece a quem quiser e ao que quiser. Mas cuida dele tá? Não deixe ninguém estragar...tenho que dizer: tem gente no mundo que maltrata, mas deixa eles, que são bobos, não sabem o que perdem! Quem dá amor e sabe que seu amor é seu não perde nada, os bobos que não aproveitam é que deixam de ganhar.

1 comentários:

Val disse...

Acho muito interessante a linha de pensamento. Mas me soa tão racional...
Afetos são birrentos como crianças desobedientes.
Como educá-los?
Bjs!