sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Eu tive um sonho ruím...

Mas não acordei chorando, nem vou ligar para ninguém, e foda-se se você ainda pensa em mim. Problema teu, e meu sonho não tem nada a ver com isso.

Seguinte:

Festa numa casa na praia.

Me lembro bem da casa porque ia e voltava tentando encontrar uma saída. O que por sinal não existia.

Nos fundos da casa, havia uma grande sala onde as pessoas dançavam, com uma porta de vidro que dava direto na praia. Lá estava o mar, enorme e escuro.

Voltando os passos dados havia a sala, antes dela uma outra sala que dava para os quartos e uma porta de entrada que dava para a frente da casa onde estavam estacionados os carros, e onde ficavam uns seguranças, também havia tipo uns morros, o terrenos tinha na verdade umas subidas, aí na frente. E era simples assim: Todo mundo que era "normal" ia morrer.
Eu era normal, ou humana. Enfim: caça.
Os outros eram alguma coisa que eu nunca soube.

Quando se tentava fugir por qualquer lugar se era pêgo, e morto. Em parte comido vivo, quando eu fui pega tive que sair do meu corpo para não sentir dor, e fiquei olhando do lado de fora, assim pude continuar acompanhando de perto cada uma das formas de tentativa fracassada de fuga dos meus outros companheiros. Tudo muito discreto, quem estava dentro continuava dançando, achávamos, até o final, que não valia a pena fazer escândalo, porque assim ganhávamos tempo para tentar encontrar uma forma de fugir, o que, repiro, não havia.

Nem pelo mar, nem pela praia, nem pelo estacionamento bem pelos aclives da parte da frente da casa.

Cuidado com a Cuca que a Cuca te pega, te pega e te come.

Acho que tive outros sonhos depois.
Num deles eu chegava numa fazendo de férias e tinha já que ir para outro lugar, não sabia como seria nem quanto tempo passaria lá, assim arrumei minha mochila toda de novo e coloquei também nela vários danettes. O pessoal do "helicóptero", que parecia uma Kombi, ficou esperando muito tempo e minha prima-alessandra ficou bastante irritada como sempre.

No último sonho meu pai ia nos dar uma carona até niterói, e uma amiga de botafogo ia junto, eu ia voltar para o Rio a noite, mas de ônibus, e ela não sabia, não pensou nela, só pensou em estar comigo um pouco, mas meu pai tinha fumado maconha e estava muito louco...o que foi uma merda, porque fomos parados, e eu fiquei muito preocupada e sem graça com a minha amiga, que por fim ficou por alí mesmo.

Acordei com uma sensação profunda de desesperança.

Mas não sonhei com Judas, aquele que negou, traiu e abandonou.
Mas estranhamente é como se tivesse sonhado.

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